voices 0.0

A bomba explodiu. Michael contou a seus pais. Contou a verdade. Contou todas aquelas coisas terríveis que fez, as pessoas a quem machucou, quem estava lá e quem não estava. Para o pequeno garoto, não era nada de mais, porém, para seus pais, foi a confirmação de que ele precisava de ajuda. Assim que seu pai começou a gritar e fazer perguntas junto com a sua mãe que se debulhava em lágrimas, fazendo ligações histéricas, tudo que Michael desejava era voltar uns cinco minutos no relógio e nunca ter contado nada.

Ao mesmo tempo que o garotinho entendia a reação dos pais sabendo que fez algo de errado, não pode deixar de ficar confuso. Foi tão ruim assim? Mas ele achava que era apenas o que deveria fazer... Não era? No momento que abriu sua boca, seu pai foi arrastando o pequeno para seu quarto e o trancou lá. Michael ficou encarando a porta, escutando seus pais agitados no andar de baixo. Deixou uma lágrima cair, mas tratou de limpar assim que escutou aquela voz. A mesma voz que causou tudo isso.

"Você não pode chorar, eles mereceram, mesmo que você só tenha os colocado no hospital. Lembre-se, você está sozinho. Não confie. Apenas... mate."

Nenhum comentário:

Postar um comentário