Michael se aproximou e sorriu para o garoto, fazendo este levantar seu olhar do celular e franzir ainda mais a testa, se possível.
—Oi. - disse simplesmente ao loiro, que não se moveu, estranhando a situação. Não. Não. Não. Não, não, não!, dizia a voz. Michael tentou manter sua expressão normal e amigável, esperando pacientemente a resposta do outro.
—Oi? - ele respondeu, soando mais como uma pergunta.
—Tudo bem com você? - continuou com seu sorrisinho, tentando ignorar os não repetidos que escutava.
O menino familiar até agora com um nome desconhecido desfez a careta e mandou um olhar desconfiado a Michael.
—Por que quer saber? Eu nem te conheço. - murmurou, olhando agora para baixo.
—Porque você não parece bem. E eu não gosto disso. Ah, não preocupe, estudamos na mesma escola, mas acho que você não me viu por lá ainda. - deu de ombros - Mas se você quiser, nós podemos nos apresentar, aí você me conhece.
—Você é novo? Quer dizer... Quer dizer que... Te contaram alguma coisa? - subiu seu olhar novamente, fazendo com que Michael encontrasse olhos azuis e brilhantes. Talvez esperançosos, com medo, mas ele não tinha certeza.
—Sim, sou novo lá. Por quê? Deveriam? - muitas teorias sobre Luke passaram em sua cabeça. Será que a voz queria dizer que ele já fez alguma coisa de ruim? Sim! Sim, seu idiota! Saia agora, não espere uma respost-
—Não. - disse o outro, interrompendo a voz.
Espera, interromper a voz? Nem ele mesmo conseguia fazer ela ficar quieta, como o loiro fez isso? Um silêncio se instalou entre os dois, até que Michael resolveu falar de novo.
—Eu sou o Michael, e você? - perguntou, rindo um pouco, mas parou quando o menino na sua frente arregalou os olhos. - O quê foi?
Não, Michael, saia agora, já é tarde, você vai sofr-
—Ah... Nada... Nada não. Bom, eu sou o Luke. - disse com uma risada nervosa.
—É esse "nada" que está te incomodando? - perguntou fazendo aspas no nada. Pelo menos sabia seu nome.
—Na verdade... é. - Luke respondeu, olhando para o chão pela segunda vez.
—Eu sei que acabamos de nos conhecer, mas parece que eu já te vi antes. - comentou, sentando ao lado do garoto cabisbaixo, não muito perto pois não queria assusta-lo.
—Também tenho esse sentimento sobre você. Na verdade... - Michael! Michael, saia! - Tenho quase certeza que já nos conhecíamos. Quer dizer... quase isso.
—Sério? Por quê? - a curiosidade tomou conta de Michael.Onde possivelmente teriam se encontrado? Não se lembra de ter visto alguém tão fofo e infelizmente, triste como Luke. Bom, teve aquela criancinha do parque... Michael, eu não estou pedindo, estou mandando. Seu idiota, ele não quer falar com voc-
—Isso pode soar muito idiota, mas quando eu era bem pequeno meus pais... Bom, isso não importa tanto agora, eu acho, mas tudo que você precisa saber é que um menininho muito gentil havia feito uma promessa estúpida que por alguma razão eu ainda acredito que ele está a cumprindo, mas ele se mudou e eu nunca mais o vi. E seu nome era Michael. - ele estava falando tão baixo que era extremamente difícil de escutar - E sei lá, eu tenho esperanças de o ver novamente. Então o associo com todos os Michael's que eu já conheci, mas eles não chegam nem perto. Mas você-
—Sou ele. - disse, o rosto pálido e olhos arregalados. Luke virou a cabeça e Michael percebeu que deveria se explicar melhor. - Você é o garotinho que estava chorando aquele dia? Eu que prometi pra voc-
Luke se levantou, fazendo com que Michael parasse de falar e se levantasse também, Agora os dois estavam com as expressões assustadas, porém os olhos de Michael demonstravam um pouco de felicidade por ter finalmente o achado, mas o de Luke... parecia magoado. Claro, seu idiota! Você mentiu pra ele!
Naquela hora, Michael jurava que poderia explodir. Eram muitas coisas novas, muitas informações.
—Você... Você? - o loiro sussurrou - Mas... o que aconteceu? Por que se mudou?
—Que tal irmos andando, enquanto eu te explico? - perguntou com um suspiro, afinal, Luke merecia saber de tudo.
Luke murmurou um ok depois de perguntar a direção da casa de Michael, que era perto da sua.
voices 1.0
—Michael, querido... Por que você fez isso com os seus coleguinhas? - perguntou a mãe, pela terceira vez, tentando arrancar uma resposta que fizesse sentido.
O garotinho estava sentado numa poltrona em frente aos seus pais que estavam no sofá. Os adultos resolveram o destrancar do quarto para fazer algumas perguntas. Não que mudaria alguma coisa, eles já decidiram que o pequeno iria fazer algum tipo de terapia.
—Mas ele disse que não eram meus coleguinhas! - o garotinho gritou. Como seus pais não conseguiam entender uma coisa tão simples?
—Ele quem, criança? Foi algum professor, alguma outra pessoa? - perguntou o pai dessa vez.
—Não, foi a voz. A voz me disse que eles mereciam alguma coisa porque eles estavam falando coisas ruins sobre mim. E eu não gostava das coisas que eles falavam, então eu dei o suco pra eles.
Seus pais trocaram um breve olhar de pânico. Voz? Suco? Psicólogo. Agora.
—Okay... Agora vem aqui, a gente vai dar um passeio, ta bom? - a mulher falou com uma tentativa falha de voz mansa e tentou pegar na mão de seu filho, porém esse se desvencilhou com uma expressão de horror.
—Não. Não quero sair.
—Ah, por favor, seu pirralho, vamos logo. - disse o pai, esticando o braço para agarrar o menino.
—Não! - Michael gritou e saiu correndo pela sala, indo em direção á porta.
Ele escutou seus pais mandando voltar, mas ele sabia o que iria acontecer, eles iriam tentar o consertar. Ele não estava quebrado, não precisava de conserto. Foi o que a voz disse.
Seus pézinhos o guiaram até o parque que ficava perto de sua casa. Costumava ir ali quando seus pais estavam no trabalho, como é uma rua calma, não tinha perigo.
Sentou-se no banquinho que ficava na frente do escorregador, respirando fundo, tentando se acalmar. Escutou alguma voz fungando e achou que era a de sua cabeça - mas ai escutou de novo, e achou que vinha de atrás do brinquedo em sua frente, então foi ver.
Era um garoto, parecia ter a sua idade, talvez até mais novo. Ele era loiro e estava encolhido e tremendo, chorando.
Michael ficou triste também, não gostava quando as pessoas choravam.
—Ei, menino, por que você 'ta chorando?
O garotinho se virou rapidamente, assustado. Arregalou os olhos mas não abriu a boca.
—Olha, eu 'to triste também, mas você não precisa chorar, ok? Eu sou seu amigo! - disse sorrindo - Eu vou te proteger de tudo que te faz chorar.
O loiro continuou um pouco encolhido, mas parecia mais calmo.
—Ah, eu sou o Michael, e você? - perguntou com uma risadinha. Ficou esperando o outro responder, mas esse continuou chorando.
Eles ficaram num silêncio até que o loiro abriu a boca, mas antes que qualquer palavra pudesse sair de sua boca, Mickey sentiu sua blusa ser puxada por trás e soltou um grito, tentando se soltar - mas parou quando escutou a voz furiosa de seu pai.
—Você saiu correndo de casa só para machucar mais uma criança? Pra casa, agora! - berrou, fazendo o garotinho sair correndo de volta, mas não antes de se virar e ver seu pai aparentemente se desculpando com o loirinho.
E mesmo depois desse tempo todo, ainda pensava no garotinho que estava chorando. Ele havia prometido que iria protege-lo, porém se mudaram no dia seguinte e Michael nunca mais o viu. Não que isso tenha o impedido de fazer amizades novas, ele conheceu alguma pessoas, mas só Calum quis ser seu amigo. Ele não sabe das vozes, Michael tem medo de que ele o ache louco.
—Michael? Ei! - escutou alguém o chamando. Virou a cabeça rápido demais e sentiu tontura.
—Desculpa, cara. Eu fiquei meio perdido. - disse ao seu amigo, lembrando que estavam no corredor da escola.
—Você 'ta muito lerdinho esses dias. Aconteceu alguma coisa? - perguntou um Calum preocupado, colocando a mão no ombro do amigo.
—Não sei, talvez eu precise dormir mais. - deu de ombros.
—Ok. Ah, você perdeu a festa ontem, foi muito boa! Eu... - a esse ponto, Michael não estava mais escutando. Não gostava muito de festas e já sabia de cor o caminho que as histórias de seu amigo levava.
Acenava a cabeça de vez em quando, murmurava alguma coisa porém sua atenção estava focada em um garoto passando no corredor. Ele era muito bonito, um pouquinho mais baixo que Michael, tinha cabelo loiro e estava baixo com uma franja. Seu rosto... Não! Não chegue perto desse rapaz, ele só vai atrapalhar. Mas por quê? Ele parece apenas um garoto normal. Ele é perigoso para você. Mantenha distância. Deu de ombros.
—Ei, você nem me escutou, né? - Calum perguntou, fingindo estar bravo.
—Você sabe que não. - respondeu rindo, recebendo uma língua de seu amigo.
Depois da escola, os dois costumam ir um para casa do outro, mas o moreno disse que teria que sair com a sua família e deixou Clifford sozinho. Não que ele visse algum problema nisso, gostava do tempo em particular. Assim que pisou em sua casa, não se surpreendeu em vê-la vazia. Seus pais estavam trabalhando, nunca ficavam em casa.
Michael subiu para seu quarto e se jogou na cama. Estava exausto da escola. Não queria jogar video game mas também não queria ficar parado e decidiu que não queria ficar sozinho. Mas com quem passaria o resto do dia? Ficar a sós com sua mente não parecia tão legal. Colocou outra roupa, pegou seu celular com seus fones de ouvido e saiu de casa, indo em direção da praça. Gostava de ficar lá.
Sentou-se no banco de sempre e ficou observando algumas pessoas que passavam. Tudo estava tranquilo demais. E isso não é muito bom pois seus pensamentos sempre voltam para o mesmo menininho que chorava. Onde estaria agora? Teria sua aparência mudado? Ficaria bravo se visse Michael e percebesse que nunca realmente o protegeu? Colocou seus fones e sua música favorita estava tocando, o que o fez sorrir. Uma sensação de déjà vu o atingiu e seu coração acelerou. Franziu o cenho quando olhou para frente e viu o mesmo menino do corredor com expressão triste, sentado num banco que ficava um pouco mais em sua frente. Ele estava com fones também. Michael sentiu que deveria animar o dia de alguém, aliás, eles são da mesma escola, talvez poderiam ser amigos. Levantou de onde estava e foi andando em direção do garoto triste quando no meio de sua caminhada, escutou a voz. Não chegue perto. Lembre-se do que eu disse, ele é perigoso. Balançou a cabeça.
— Por quê? - bufou quando nada veio - Já estou cansado de ficar sem respostas suas, então eu mesmo vou responder. - e continuou sua caminha ao outro lado da praça, tentando ao máximo ignorar os pedidos raivosos da voz.
O garotinho estava sentado numa poltrona em frente aos seus pais que estavam no sofá. Os adultos resolveram o destrancar do quarto para fazer algumas perguntas. Não que mudaria alguma coisa, eles já decidiram que o pequeno iria fazer algum tipo de terapia.
—Mas ele disse que não eram meus coleguinhas! - o garotinho gritou. Como seus pais não conseguiam entender uma coisa tão simples?
—Ele quem, criança? Foi algum professor, alguma outra pessoa? - perguntou o pai dessa vez.
—Não, foi a voz. A voz me disse que eles mereciam alguma coisa porque eles estavam falando coisas ruins sobre mim. E eu não gostava das coisas que eles falavam, então eu dei o suco pra eles.
Seus pais trocaram um breve olhar de pânico. Voz? Suco? Psicólogo. Agora.
—Okay... Agora vem aqui, a gente vai dar um passeio, ta bom? - a mulher falou com uma tentativa falha de voz mansa e tentou pegar na mão de seu filho, porém esse se desvencilhou com uma expressão de horror.
—Não. Não quero sair.
—Ah, por favor, seu pirralho, vamos logo. - disse o pai, esticando o braço para agarrar o menino.
—Não! - Michael gritou e saiu correndo pela sala, indo em direção á porta.
Ele escutou seus pais mandando voltar, mas ele sabia o que iria acontecer, eles iriam tentar o consertar. Ele não estava quebrado, não precisava de conserto. Foi o que a voz disse.
Seus pézinhos o guiaram até o parque que ficava perto de sua casa. Costumava ir ali quando seus pais estavam no trabalho, como é uma rua calma, não tinha perigo.
Sentou-se no banquinho que ficava na frente do escorregador, respirando fundo, tentando se acalmar. Escutou alguma voz fungando e achou que era a de sua cabeça - mas ai escutou de novo, e achou que vinha de atrás do brinquedo em sua frente, então foi ver.
Era um garoto, parecia ter a sua idade, talvez até mais novo. Ele era loiro e estava encolhido e tremendo, chorando.
Michael ficou triste também, não gostava quando as pessoas choravam.
—Ei, menino, por que você 'ta chorando?
O garotinho se virou rapidamente, assustado. Arregalou os olhos mas não abriu a boca.
—Olha, eu 'to triste também, mas você não precisa chorar, ok? Eu sou seu amigo! - disse sorrindo - Eu vou te proteger de tudo que te faz chorar.
O loiro continuou um pouco encolhido, mas parecia mais calmo.
—Ah, eu sou o Michael, e você? - perguntou com uma risadinha. Ficou esperando o outro responder, mas esse continuou chorando.
Eles ficaram num silêncio até que o loiro abriu a boca, mas antes que qualquer palavra pudesse sair de sua boca, Mickey sentiu sua blusa ser puxada por trás e soltou um grito, tentando se soltar - mas parou quando escutou a voz furiosa de seu pai.
—Você saiu correndo de casa só para machucar mais uma criança? Pra casa, agora! - berrou, fazendo o garotinho sair correndo de volta, mas não antes de se virar e ver seu pai aparentemente se desculpando com o loirinho.
✗
Anos se passaram e Michael foi expulso de uma escola por botar fogo no banheiro masculino. Depois em outra por bater em alunos. E várias outras coisas em que não foi pego. Com dezesseis anos, a voz continua firme e forte em sua cabeça, porém, cada vez mais desapontada; tudo que ele já conseguiu fazer até hoje é levar pessoas para o hospital. Nada... grave. Começava a pedir coisas mais e mais sérias, porém Michael sempre falhava. E sempre chorava muito quando a voz o torturava, dizendo que ele não é capaz de fazer nada certo, que ele é inútil e ele acreditava. Então tentava mais e mais, porém tinha sempre alguma coisa o impedindo, ele só não sabia o que ainda. Mas assim que descobrir, vai destruir essa coisa. Não importa o que seja.E mesmo depois desse tempo todo, ainda pensava no garotinho que estava chorando. Ele havia prometido que iria protege-lo, porém se mudaram no dia seguinte e Michael nunca mais o viu. Não que isso tenha o impedido de fazer amizades novas, ele conheceu alguma pessoas, mas só Calum quis ser seu amigo. Ele não sabe das vozes, Michael tem medo de que ele o ache louco.
—Michael? Ei! - escutou alguém o chamando. Virou a cabeça rápido demais e sentiu tontura.
—Desculpa, cara. Eu fiquei meio perdido. - disse ao seu amigo, lembrando que estavam no corredor da escola.
—Você 'ta muito lerdinho esses dias. Aconteceu alguma coisa? - perguntou um Calum preocupado, colocando a mão no ombro do amigo.
—Não sei, talvez eu precise dormir mais. - deu de ombros.
—Ok. Ah, você perdeu a festa ontem, foi muito boa! Eu... - a esse ponto, Michael não estava mais escutando. Não gostava muito de festas e já sabia de cor o caminho que as histórias de seu amigo levava.
Acenava a cabeça de vez em quando, murmurava alguma coisa porém sua atenção estava focada em um garoto passando no corredor. Ele era muito bonito, um pouquinho mais baixo que Michael, tinha cabelo loiro e estava baixo com uma franja. Seu rosto... Não! Não chegue perto desse rapaz, ele só vai atrapalhar. Mas por quê? Ele parece apenas um garoto normal. Ele é perigoso para você. Mantenha distância. Deu de ombros.
—Ei, você nem me escutou, né? - Calum perguntou, fingindo estar bravo.
—Você sabe que não. - respondeu rindo, recebendo uma língua de seu amigo.
Depois da escola, os dois costumam ir um para casa do outro, mas o moreno disse que teria que sair com a sua família e deixou Clifford sozinho. Não que ele visse algum problema nisso, gostava do tempo em particular. Assim que pisou em sua casa, não se surpreendeu em vê-la vazia. Seus pais estavam trabalhando, nunca ficavam em casa.
Michael subiu para seu quarto e se jogou na cama. Estava exausto da escola. Não queria jogar video game mas também não queria ficar parado e decidiu que não queria ficar sozinho. Mas com quem passaria o resto do dia? Ficar a sós com sua mente não parecia tão legal. Colocou outra roupa, pegou seu celular com seus fones de ouvido e saiu de casa, indo em direção da praça. Gostava de ficar lá.
Sentou-se no banco de sempre e ficou observando algumas pessoas que passavam. Tudo estava tranquilo demais. E isso não é muito bom pois seus pensamentos sempre voltam para o mesmo menininho que chorava. Onde estaria agora? Teria sua aparência mudado? Ficaria bravo se visse Michael e percebesse que nunca realmente o protegeu? Colocou seus fones e sua música favorita estava tocando, o que o fez sorrir. Uma sensação de déjà vu o atingiu e seu coração acelerou. Franziu o cenho quando olhou para frente e viu o mesmo menino do corredor com expressão triste, sentado num banco que ficava um pouco mais em sua frente. Ele estava com fones também. Michael sentiu que deveria animar o dia de alguém, aliás, eles são da mesma escola, talvez poderiam ser amigos. Levantou de onde estava e foi andando em direção do garoto triste quando no meio de sua caminhada, escutou a voz. Não chegue perto. Lembre-se do que eu disse, ele é perigoso. Balançou a cabeça.
— Por quê? - bufou quando nada veio - Já estou cansado de ficar sem respostas suas, então eu mesmo vou responder. - e continuou sua caminha ao outro lado da praça, tentando ao máximo ignorar os pedidos raivosos da voz.
um oi de verdade
Oi.
Mas a verdade é que eu só queria dizer isso mesmo. Mas eu não quero que fique curto, então vamos lá... Você vai ver muito dessa fanfic voices que eu estou escrevendo. Sim, eu gosto de ler e escrever fanfics e não tem nada de errado com isso, até porque é um tipo de escrita. Mas eu escrevo outras coisas também.
Será que era só isso? Eu esqueci.
É, deve ser, desculpa.
rascunhos
Aqui vão alguns rascunhos pra ver se eu consigo ter um começo, meio e fim elaborado pra história.
Eu posso muito bem mudar uma coisa ou outra, isso é só pra ter uma ideia e não ficar perdida depois.
- A primeira vez que eles se viram foi quando os pais do Mickey tentaram perguntar sobre a voz e as coisas e ele saiu de casa correndo porque ele estava assustado. Ele foi pro parquinho que tinha perto da casa deles e ele viu um menino loiro ali, e coitadinho estava chorando também, mas como o Mickey tem um coração muito bom apesar das coisas que ele faz, ele perguntou o motivo da tristeza do menininho e disse que iria ajudar ele não importa o que acontecesse, que iria o proteger (mesmo não o conhecendo), ele prometeu; mas assim que o Luke abriu a boca pra falar, a mãe do Michael apareceu e puxou ele pra fora do parque, achando que ele fez algum mal pra criança que estava chorando.
- Ao passar do tempo, o Michael estava fazendo terapia (e não mudando nada, as vozes continuaram, até pioraram - mas ele não disse nada) e vivia sendo expulso das escolas por vários motivos; botar fogo no banheiro, "machucar os colegas", etc, etc. Só que seus pais disseram que não iriam tolerar mais nenhuma expulsão. Nessa nova escola, as coisas não são tão rígidas como nas anteriores então ele estava mais tranquilo, ainda seguindo ordens da voz. Assim que chegou na escola, ele viu um garoto alto, magro e loiro, com um piercing na boca.
- Michael reconheceu ele de algum lugar e quis falar com ele, mas a voz disse que tinha que manter distância pois ele só atrapalharia as coisas.
- Michael fez um amigo novo, o Calum, e o garoto contou para o Mikey que o Luke tinha problemas... hum... suicidas. Ele já tentou se matar na frente da escola, e depois de falhar, as pessoas pediam para ele tentar de novo e morrer. Sabendo disso, Michael só quis o proteger de todo o mal, mesmo sendo ele um.
- Eles eventualmente conversam e a voz fica pior e pior, mas Michael não liga, até a voz nunca pediu nada contra Luke, e é isso que Michael quer.
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A bomba explodiu. Michael contou a seus pais. Contou a verdade. Contou todas aquelas coisas terríveis que fez, as pessoas a quem machucou, quem estava lá e quem não estava. Para o pequeno garoto, não era nada de mais, porém, para seus pais, foi a confirmação de que ele precisava de ajuda. Assim que seu pai começou a gritar e fazer perguntas junto com a sua mãe que se debulhava em lágrimas, fazendo ligações histéricas, tudo que Michael desejava era voltar uns cinco minutos no relógio e nunca ter contado nada.
Ao mesmo tempo que o garotinho entendia a reação dos pais sabendo que fez algo de errado, não pode deixar de ficar confuso. Foi tão ruim assim? Mas ele achava que era apenas o que deveria fazer... Não era? No momento que abriu sua boca, seu pai foi arrastando o pequeno para seu quarto e o trancou lá. Michael ficou encarando a porta, escutando seus pais agitados no andar de baixo. Deixou uma lágrima cair, mas tratou de limpar assim que escutou aquela voz. A mesma voz que causou tudo isso.
"Você não pode chorar, eles mereceram, mesmo que você só tenha os colocado no hospital. Lembre-se, você está sozinho. Não confie. Apenas... mate."
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